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Mulher empoderada e a número 1 do mundo: Serena Williams

por Fhabiana Credideu | fhabi.credideu@gmail.com | edição de Leonardo Ferreira | leonardoferreira305@hotmail.com

(Francois Mori/AP)

Quando o talento se manifesta de forma tão espetacular e incomparável, sempre é extraordinário vê-la nas quadras. Serena Williams, ao longo de uma carreira profissional de tênis de 20 anos, conseguiu o topo mais vezes e durante mais tempo, vencendo todos os quatro Grand Slams consecutivamente.

Serena, uma mulher evangélica e negra nascida em Michigan em 26 de setembro de 1981, filha de Oracene Price e Richard Williams, irmã de Venus Willimas, Yetunde Price, Lyndrea Price, Isha Price, Dylan Starr Williams, Richard Williams III, começou no tênis com apenas 3 anos de idade. A família se mudou para a Flórida quando tinha 9 anos, foi quando passou a frequentar uma academia de tênis, mas desde o início aos dias de hoje quem a treina são seus pais. Quando estava na nona série, seus pais resolveram tirá-la da academia para poder focar mais nos estudos.

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Serena Williams em sua entrevista no The New York Magazine (Foto: Norman Jean Roy)

Seu primeiro jogo profissional da carreira foi em setembro de 1995, mas até em 1998 não teve conquistas expressivas. Em 2001, as irmãs Williams, Serena e Vênus, se enfrentariam na semifinal, porém, Vênus desistiu da partida em razão de uma tendinite, o que teria gerado um desconforto do público que não gostou da situação. No final, Serena ouviu gritos de insultos raciais vindo das arquibancadas. Depois disto, como uma forma de protesto, Serena e Vênus decidiram não participar mais da competição, um dos principais do calendário feminino. Somente em 2015, Serena decidiu colocar um fim na história e anunciou que retornaria a disputar o torneio.

Hoje com 35 anos, Serena transmite autoconfiança, capaz de derrubar qualquer racista e qualquer tabu, além de adversários nas quadras. Com músculos salientes, ostentando penteados diferentes e vestidos convencionais, a atleta segue no sentindo contrário aos discutíveis padrões estéticos impostos. Na edição de outubro da revista The Fader, Serena foi capa e deu uma longa entrevista.

Na entrevista, fala em um trecho, sobre como a confiança em si mesma foi importante para sua trajetória e de fatos que mudaram o seu jeito de enxergar o mundo, mas ela também deixa um conselho para as mulheres:

“As pessoas têm direito a ter suas opiniões, mas o que mais importa é como me sinto sobre mim, porque é isso que vai determinar o lugar onde eu me encontro. Tenho uma confiança em mim mesma quer você goste ou não de mim […] Essa é a mensagem que eu tento passar para outras mulheres, em especial às mais jovens: ‘você tem que amar a si própria, e se você não se ama, ninguém mais vai.’”

A tenista também fala sobre sua luta contra o racismo e revela que um dos momentos mais marcantes de sua vida foi durante uma visita ao continente africano. Um dos fatos que mudaram a forma da atleta enxergar o mundo e as questões raciais foi o encontro com o Nelson Mandela, líder sul-africano que morreu em 2013.

FONTE CONSULTADA:

WILLIAMS, S. The Fader. 106. ed. Nova York, 2016.

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