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A jornada de um sonhador: aos 30 anos, Bruninho é um ícone de talento no vôlei brasileiro

por Ricardo Meller | rickymeller@gmail.com | edição de Leonardo Ferreira | leonardoferreira305@hotmail.com

Bruno Rezende em jogo no Rio 2016 (Foto: Divulgação)

Eleito um dos melhores levantadores do time brasileiro de vôlei, Bruninho conquistou a primeira medalha de ouro nas últimas Olimpíadas do Rio 2016. Porém, não foi fácil atingir esse status. Seguindo a mesma linha de sonhos da maioria dos jogadores de clubes, Bruninho também tinha o dele de jogar pela seleção brasileira.

Nascido no Rio de Janeiro em 1986, Bruno já tinha contato com o vôlei pelos pais, que foram grandes nomes no esporte nos anos 80. Praticando esportes desde criança, não demorou para que pré-adolescência chegasse para cobrar de Bruno uma importante decisão: escolher um esporte para uma futura carreira de desafios. E ela se definia no vôlei.

A partir dessa escolha, vieram os clubes. Bruno passou do Unisul (2003 – 2004) ao clube italiano Pallavolo Modena, do qual fez parte nos anos 2011 e 2012. Atualmente, Bruno joga no SESI-SP. A convocação para jogar na seleção chegou em 2006, quando recém tinha ganhado a Superliga. As medalhas são o resultado do esforço de muitas partidas e horas treinando. Na coleção, ouro e prata é o que não falta. Só na Liga Mundial conquistou 8 (4 ouros e 4 pratas), e nas Olimpíadas, após duas medalhas de prata, o primeiro ouro finalmente chegou nas mãos do grande jogador em casa, no Rio.

Bruninho e o técnico Bernardinho

Bruninho e o técnico Bernardinho (Foto: Mark Kolbe/Getty Images)

Se há algo fascinante na jornada de Bruno Rezende é perceber o quanto ele é apaixonado pelo vôlei e sua posição em quadra de levantador, algo que precisa de um sentido aguçado e visão periférica para cada partida. Parte de suas habilidades vem do treino do técnico Bernardinho. Aliás, a relação pai x filho é algo que sempre despertou curiosidade de muitos, pois é onde se encontram as origens do processo de seleção da carreira de Bruno, isto é, a inspiração por trás da escolha do vôlei. Sobre o reconhecimento feito pelas pessoas como o filho do treinador, Bruno diz que isso não o perturba e tem uma boa relação com o pai, mas sabe que é algo que todos irão lembrar:

“Essa relação, ela não vai acabar, nunca vai deixar de existir”, afirmou Bruno, quando questionado sobre o reconhecimento que o público faz entre ele e seu pai, em uma entrevista ao programa ‘Boa Vontade Esportes’.

Quanto a momentos inesquecíveis, Bruno destaca quando foi tricampeão mundial contra Cuba, em 2010, conquistando mais um ouro na coleção. A sua maior derrota, foi na final de Londres (2012), quando o ouro chegou mais perto do que ele imaginaria. Devido a derrota, passou por momentos difíceis, mas que em breve se transformava em euforia no Rio 2016.

De garoto sonhador a um homem de carisma, Bruno hoje é um ícone no vôlei brasileiro, uma influência para muitos jovens que aspiram a ser um profissional no esporte. Uma tarefa, que segundo Bruno, tem que “correr atrás” e contar com um “pouco de sorte”. O caminho é árduo, sim, mas basta um olhar acolhedor para história de Bruno e conclui-se de como a vitória, após um longo caminho de disputa rigorosa, é sempre satisfatória e emotiva. E essa constatação foi o suficiente para motivar o ídolo brasileiro.

FONTES CONSULTADAS:

ÉPOCA. Jogador de vôlei e filho de Bernardinho, Bruninho já venceu duas medalhas de prata em Jogos Olímpicos. Ele busca o ouro. Disponível em:  http://epoca.globo.com/tudo-sobre/noticia/2016/08/bruninho.html. Acesso em: 9 de out. 2016.

WIKIPÉDIA. Bruno Mossa de Rezende. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bruno_Mossa_de_Rezende. Acesso em: 3 de out. de 2016 

ARAÚJO, Rafael. Paixão pelo vôlei – conheça a história de Bruno Rezende. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=17idRldLwxE. Acesso em: 10 de out. 2016.

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