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Campeão do mar

por Richard Masiero | richard_masiero@outlook.com | edição de Leonardo Ferreira | leonardoferreira305@hotmail.com

Gabriel Medina (BRA) durante o Quiksilver Pro France 16 (Foto: WSL South America)

O principal nome brasileiro para 2020 vem do mar. Medina. É o representante com maior potencial para representar o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio em 2020. Gabriel Medina foi campeão mundial de surf da ASP World Tour de 2014. Ainda há quem insista que o Brasil é o país do futebol. Não é. O Brasil é o país do surf. Gabriel ganhou sua primeira prancha aos 7 anos de idade, de seu pai adotivo (e técnico), Charles Medina. Dez anos depois, foi o mais jovem atleta a entrar no World Championship Tour (WCT), principal circuito mundial de surf.

O reconhecimento vem de cima: Kelly Slater, um dos mais conhecidos nomes do surf mundial, falou em 2012, pelo Twitter: ”Parabéns, Gabriel. Grande performance. Eu só vou ter que lidar com você por pouco tempo. Sinto pena dos caras da sua idade”. No Instagram, Facebook e Twitter não é diferente. Gabriel tem uma legião de seguidores e fãs. Quanto às ”seguidoras”, foge do assunto. Sempre que é questionado, diz que queria tempo para namorar, mas o foco é na rotina de viagens e treinos.
Gabriel Medina (BRA) durante o Quiksilver Pro France 16 (Fonte: WSL South America)

Gabriel Medina (BRA) durante o Quiksilver Pro France 16 (Foto: WSL South America)

A família ele carrega em todas as viagens, tatuada no braço. Quem um dia andava algumas quadras para chegar à Praia de Maresias, no litoral paulista, hoje viaja o mundo inteiro para dropar as ondas dos mais variados lugares. Seu primeiro título nacional foi como campeão da etapa Rip Curl Grom Search na categoria sub-12, no Rio de Janeiro. Foi também campeão do Circuito Volcom sub-14, Quiksilver King of Groms, Rip Curl Grom Seach e Tricampeão do Circuito Paulista de Surf. Como vice-campeão, subiu no pódio na Califórnia (EUA) no Volcom International sub-14 e, no Equador, no Mundial Amador de Surf. Depois de ”grande”, profissionalizou-se através do apoio da empresa australiana Rip Curl, 10 dias antes de vencer a etapa mundial profissional. Disputou o WQS 6 Prime, em Santa Catarina, dois WQS 6 Estrelas na França e na Espanha, venceu a etapa francesa do Circuito Mundial PRO Junior, tornando-se o surfista brasileiro que liderou por mais tempo o ranking mundial. Com apenas 17 anos, ingressou na elite do surf mundial, já vencendo no ano de estreia duas etapas do ASP World Tour, na França e nos EUA. Nesse mesmo ano,ganhou grande repercussão da mídia por ter sido o único surfista a realizar um backfllip (mortal de costas) em uma competição oficial. Em 2014 foi campeão mundial.

Atualmente, o Brasil possui uma quantidade extraordinária de surfistas com o nome entre os primeiros nos rankings das principais competições de surf em nível mundial. Jesse Mendes, Filipe Toledo, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Caio Ibelli, Wiggolly Dantas, Miguel Pupo, Jadson André, Alejo Muniz e Alex Ribeiro. Todos esses se enrolam na bandeira verde e amarela quando estão no pódio, mas é Medina que tem oapoio e admiração de um país inteiro. O Brasil terá seu nome representado por Gabriel Medina. Na estreia do surf como esporte olímpico, vamos estar munidos de muita garra e habilidade. Com a prancha no pé, não a bola.

FONTES CONSULTADAS:

WSL South America MediaJ. Medina é o Brasil na semifinal do Quiksilver Pro France. Disponível em: http://www.worldsurfleague.com/posts/226280/medina-o-brasil-nas-semifinais-do-quiksilver-pro-france. Acesso em: 9 de out. de 2016.

KZUKA, T. Gabriel Medina é campeão mundia de surfe. Disponível em: http://kzuka.com.br/team-kzuka/noticia/2014/12/gabriel-medina-e-campeao-mundial-de-surfe-4665215.html. Acesso em: 10 de out. de 2016.

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