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Campeão do Mister Open, Anderson Nobre fala sobre os desafios do fisiculturismo

por Lauren Dourado e Luiza Motta | lau.odc@hotmail.com e sluizamotta@gmail.com

A vida de Anderson Nobre sempre foi voltada para o mundo dos esportes. Como a maioria dos garotos, começou no futebol. Depois jogou basquete, vôlei e praticou todos os tipos de lutas marciais. Mas aos 14 anos a atividade de musculação fez com que ele criasse interesse pelo fisiculturismo. O gaúcho iniciava o processo para a realização do seu sonho. Hoje com 26 anos, ele já participou e venceu alguns campeonatos . Em 2011 resolveu descobrir como fazia para competir. Filiou-se à Federação Gaúcha de Fisiculturismo e à BodyFitness (IFBBRS). Com apoio de alguns amigos, mudou a alimentação e passou a treinar com mais intensidade. Todos os dias o atleta assistia a vídeos de treino dos maiores atletas de fisiculturismo do mundo como Dorian, Ronnie Coleman, Arnold e um brasileiro chamado Eduardo Correa. Ano passado Anderson se sagrou campeão do Mister Open em Novo Hamburgo. O título foi essencial para sua carreira. Este ano o foco está voltado para o Campeonato Sul-Brasileiro no dia 5 de dezembro, quando ele contará com ajuda da loja Pro Sport Suplementos e do seu treinador Rodrigo Casali. Nesta entrevista o estudante de Educação Física da PUCRS e fisiculturista conta um pouco mais sobre a sua história, como surgiu o interesse pelo esporte, fala sobre sua preparação, a rotina de alimentação, os campeonatos e as curiosidades sobre o fisiculturismo.

Quando foi que despertou em você o interesse pela prática de musculação?
Me interessei por musculação aos 13 anos de idade. Desde então não parei mais, já pratiquei vários tipos de esportes, porém, nunca larguei a musculação. Aos 13 anos eu já era bem alto pra idade, mas bem magro também.

Arquivo pessoal

Volume, definição e proporção são os critérios utilizados pelos jurados para a avaliação dos fisiculturistas

O que é o fisiculturismo para você?
A definição de fisiculturismo se dá pelo uso de exercícios de resistência progressiva para controlar e desenvolver os músculos do corpo para promover competições que têm como critérios básicos a simetria, o volume, a proporção e a definição muscular.

Quais os critérios de avaliação usados nos campeonatos?
Volume, definição e proporção. São julgadas a postura, a pose, e a execução de uma coreografia que enaltece as linhas corporais musculares, evidenciando bem a separação dos grupos musculares.

De quantas competições você já participou e em quantas delas você foi vencedor?
Já competi quatro vezes: três competições amadoras e um Gauchão. Fiquei em segundo lugar nas primeiras e primeiro lugar na última – sendo que no Gauchão o nível dos atletas estava bem melhor, daí minha colocação foi quarto lugar.

Como é a rotina de treinos e alimentação em época de campeonato?
Minha rotina de treino é a mesma tanto em off season (fora de competição) quanto em pre contest (em competição). O que muda mesmo é que quando estou em época de competição faço de uma a duas sessões de aeróbicos de 30 minutos até uma hora por dia. Já minha alimentação fora de campeonato, eu procuro não comer gorduras e frituras, de resto como de tudo. E em época de competição sou 100% regrado. De proteína uso frango, ovos, carne vermelha e suplementação. Carboidratos uso a batata doce, aipim, mingau de aveia, arroz branco e suplementação. De gordura boa uso óleo de côco e castanhas.

Em época de campeonato, qual seu consumo diário de calorias?
Em época de competição eu começo consumindo em torno de três até cinco mil calorias diárias, e vou reduzindo conforme meu corpo vai respondendo.

Arquivo pessoal

Estudante de Educação Física, Anderson se interessou pelo fisiculturismo quando começou a praticar musculação

Você acha que treinar em máquinas pode ajudá-lo a atingir uma massa tão boa como com pesos livres?
Eu utilizo nos meus treinamentos tanto as máquinas quanto pesos livres. Um completa o outro. Utilizo pesos livres para fins de colocar altas cargas e baixas repetições, e nas máquinas utilizo cargas moderadas e vou até o músculo chegar na fadiga total.

Se pudesse mudar algo no mundo da musculação, o que você mudaria?
Acho que a principal coisa que temos que mudar na musculação é que a hipertrofia não significa quem coloca mais peso fica maior mais rápido. Isto é mito. Muito pelo contrário, quanto mais tempo você “machucar” sua musculatura, maior será o número de micro lesões nas fibras musculares. Ou seja, não importa a carga, e sim a qualidade de execução de cada movimento.

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