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Do vôlei profissional aos torneios amadores: conheça Michael Machado, o “Rei das Praias” do Rio Grande do Sul

por Carlos Alberto Borges Centeno Filho | carlos.alberto.centeno@hotmail.com

Michael Machado, 30 anos, é um ex-jogador profissional de vôlei, natural do município gaúcho de Charqueadas. Começou a trajetória no esporte com apenas 15 anos na Associação Charqueadense, um clube amador de Charqueadas. Logo chegou ao Canoas/Ulbra com o sonho de ser um grande nome do esporte brasileiro. Por motivos que a vida lhe impôs, Michael não obteve o êxito tão sonhado dentro do esporte. Hoje ele joga torneios amadores pelas praias do RS. Michael conversou com o UniRitter Esporte sobre a breve carreira profissional, as dificuldades de se consolidar no vôlei e as conquistas como jogador amador de vôlei de praia.  Você teve uma breve carreira profissional no vôlei. Quais motivos fizeram com que você não tivesse sequência? E como atingiu tanta notoriedade mesmo não seguindo no profissional? Faltou dinheiro. Comecei como profissional no Canoas, antiga Ulbra. Consegui chegar lá, mas como precisava trabalhar para me manter e tinha que estudar, não consegui conciliar. Foi mais pelas circunstâncias da vida do que por qualquer outro motivo. Sobre a notoriedade alcançada, digo que foi pela minha insistência em tentar jogar vôlei, mesmo que apenas em torneios promovidos pelo governo ou municípios. Consegui atingir glórias e com isso veio o reconhecimento das pessoas que estão por perto.

Arquivo pessoal/Michael Machado

Michael (à esquerda) e Eduardo Braga posam com o troféu conquistado no Circuito Verão Sesc de Esportes

Quando e como você decidiu voltar ao vôlei, mesmo que não mais profissionalmente? Decidi logo que alcancei minha independência financeira. Já era um pouco tarde, então não vislumbrava algo a mais, logicamente. Mas consegui atingir meus objetivos pessoais, hoje sou feliz por isso. Qual você considera a sua maior conquista? Já conquistei muitos torneios promovidos pelo Estado, mas tenho um carinho maior por um em especial: o título do Rei das Praias. Eu estava recomeçando naquilo que amo fazer e vinha de uma lesão causada por algo que não tinha a ver com o vôlei. Qual seu maior ídolo no vôlei? O Giba, tenho grande admiração pelo profissional exemplar e vencedor que ele foi, ele é um espelho para quem deseja seguir esse esporte, com certeza. Sua maior decepção? Essa é fácil. Foi não ter conseguido me manter no profissional do vôlei, jogar as ligas mais famosas e realizar esse sonho. Você se considera uma personalidade em sua região? Não (risos). O pessoal sempre me questiona sobre eu não ter seguido no vôlei, mas a maioria conhece minha história. Por ter conseguido atingir feitos por aqui, o pessoal reconhece e apoia, mas eu, particularmente, não me considero uma personalidade. Qual a maior dificuldade em atingir o profissionalismo e qual o maior obstáculo que enfrentou? A maior dificuldade acredito que seja psicológica, você com você mesmo, tem de insistir, persistir e lutar até onde conseguir. Eu, por exemplo, fui até onde deu, acabou não dando, mas fui (risos). Meu maior obstáculo foi a parte financeira, não conseguia me manter e executar as coisas que precisava na época, então isso me atrapalhou diretamente.

Divulgação

Capitão da seleção brasileira mais vitoriosa de todos os tempos, Giba é o maior ídolo de Michael no vôlei

Sobre a alimentação, sempre foi regrada? Hoje, por exemplo, tem de seguir regrada mesmo que não tenha que seguir um calendário profissional? Não. Na época em que eu estava começando até era, mas depois relaxei. Logo que retornei a jogar, comecei a cuidar mais novamente, pois o calendário a ser seguido também é desgastante, mesmo que com menos intensidade, hoje tenho meu nutricionista em plena atividade (risos). Qual o conselho que deixa para quem quer se tornar um jogador profissional? Siga adiante, não pare por nada, ou então você vai acabar não seguindo por algum motivo. Vá e não olhe para trás.

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