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“Este vai ter que ser o meu ano”, diz Marcelo Grohe

por Mariela Moraes | mariela_moraes@hotmail.com

Filho único e de família humilde, Marcelo Grohe, 27, natural de Campo Bom, começou a fazer as primeiras defesas no ano de 1998, em uma escola de futsal. No verão de 2000, enquanto disputava um torneio na praia, um olheiro do Grêmio o viu jogando e assim surgiu o convite para que fizesse um teste no clube. Em março de 2000, após passar no teste, começou sua trajetória no tricolor.

O goleiro estudava de manhã e à tarde uma van o buscava para treinar em Porto Alegre:

Grohe começou a carreira no Grêmio nas categorias de base

Grohe começou a carreira nas categorias de base do Grêmio

– Treinava a tarde e de noite voltava para Campo Bom. Foram quatro anos assim, bem desgastantes. Mas graças a Deus minha família sempre me deu apoio.

Dona Ilse, mãe de Grohe, foi fundamental na carreira do filho, pois apesar das dificuldades o presenteava com materiais importantes para a prática do esporte:

– Vim de família humilde e minha mãe sempre se esforçou para que pudesse me dar uma luva, uma chuteira, materiais que não são baratos. Só tenho que agradecer a ela.

Com 16 anos, Marcelo perdeu o pai, Pedro, e já com 17 mudou-se para Porto Alegre, subindo para o time profissional no ano seguinte.

O goleiro conta que com sete anos acompanhou sua primeira Copa do Mundo, a de 1994, e Taffarel o marcou muito, tornando-se uma inspiração para ele, assim como Danrlei, Marcos, Rogério Ceni e Dida.

Durante sua trajetória no clube houve muitos momentos marcantes e, segundo Grohe, alguns deles foram sua estreia no time profissional, a final do Gauchão de 2006, o pênalti que pegou contra LDU que proporcionou a classificação para a Libertadores de 2013 e, sem dúvida, o ano de 2014.

Grohe perdeu espaço com a chegada de Dida, mas em 2014 chegou à titularidade e foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira

Grohe perdeu espaço com a chegada de Dida, mas em 2014 chegou à titularidade e foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira

De goleiro reserva à camisa 1

Segundo Grohe, uma das dificuldades que passou dentro do clube foi a contratação do goleiro Dida, em 2013:

– Todo jogador gosta de jogar, é uma coisa natural, e eu não sou diferente. Passei por alguns momentos de dificuldade aqui dentro. A chegada do Dida foi o mais complicado porque eu joguei em 2012, fomos para a Libertadores, e mesmo assim voltei para a condição de reserva.

Esta condição serviu como motivação para o goleiro, que seguiu treinando e mostrando qualidade todas as nove vezes que entrou em campo em 2013:

– Procurei entender e continuar trabalhando, era a única coisa que eu podia fazer, não adiantava eu ficar reclamando.

No começo deste ano, quando soube que seria o camisa 1, preparou-se muito na pré-temporada para começar o ano bem:

– Refleti sobre tudo o que passei e disse: esse vai ter que ser o meu ano.

A invencibilidade e a convocação para a Seleção Brasileira

Goleiro do Grêmio  foi convocado para os amistosos contra Argentina e Japão

Goleiro do Grêmio foi convocado para os amistosos contra Argentina e Japão

Foram 743 minutos sem tomar gol, o que levou Marcelo Grohe à 9ª colocação no top 10 de goleiros invictos. Humilde e com sorriso no rosto, ele diz que não procurou essa marca, aconteceu naturalmente, e não seria possível sem a ajuda de seus companheiros de equipe:

– Ficar tanto tempo sem sofrer gols em um campeonato tão difícil que é o Brasileiro foi uma marca muito legal para mim e para o time. Quem sabe possa repetir um dia.

A boa atuação no Grêmio teve como consequência a convocação inesperada para a seleção brasileira que, segundo Marcelo, foi um momento único na sua vida profissional.

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