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Fisiculturismo: a busca pelo corpo perfeito

por Ethiene Antonello | ethiene.antonello@hotmail.com

O fisiculturismo é um esporte cujo objetivo é fortalecer e aumentar os músculos do corpo. Apesar de não ser um esporte olímpico faz parte do programa de eventos como os Jogos Asiáticos, por exemplo, além de diversos campeonatos regionais, nacionais, mundiais e amadores. Para regulamentar o fisiculturismo como um esporte foi criada a Federação Internacional de Fisiculturismo (IFBB).

Uma das maiores e mais conhecidas competições desse esporte é o Mr. Olympia. Arnold Schwarzenegger já se consagrou campeão por sete vezes. Outro grande nome é Dorian Yates, que já ganhou seis vezes.

Preparo e disciplina para a competição

Bruno Fabrício, 24 anos, é estudante de Nutrição e praticante de fisiculturismo. Segundo ele, é preciso ter muito foco e força de vontade para seguir os rigorosos hábitos que o esporte exige. Orgulhoso, o estudante relata: “Mudei completamente meu estilo de vida. Acordo todos os dias bem cedo e dou uma corrida. Estudo à noite e aos fins de semana vou para a praia surfar e renovar as energias! Tudo isso sem sair da dieta, é claro”.

Bruno Fabrício disputa competições de fisiculturismo

Bruno explica como funciona a dieta e preparação dos atletas nos meses que antecedem competições. Segundo ele, faltando entre um e dois meses, o treino é mais puxado e a alimentação regrada, com pouco sal, muita água e bastante proteína. “Faltando duas ou três semanas é que fica difícil mesmo. Aumentamos a quantidade de água, até chegar a 10 litros por dia e 1g de sal por refeição. Feito isso, começa a última semana, que é a mais desgastaste. Zeramos os carboidratos e o sal, só comemos frango ou peixe com saladas e reduzimos a água até chegar no máximo um litro por dia. É a chamada fase de desidratação. Nessa última semana começamos um treino para retirar toda reserva de carboidrato do corpo, realizando exercícios metabólicos e aeróbios em jejum, além de tomar diuréticos”, relata o fisiculturista.

Segundo o atleta, neste ponto o corpo possui apenas 4% de gordura. Bruno Fabrício conta como funciona no dia da competição: “Quando chega o ‘grande dia’ já estamos esgotados e morrendo de fome. Faltando algumas horas para subir no palco, fazemos o CarboUp, onde devemos ingerir uma alta quantidade de carboidratos. Comemos chocolate, pizza, bolachas.. menos água. Aí vem a parte legal. Após comer isto, tu sente um ‘up’ na hora e sobe com tudo no palco. É a melhor hora, pois tu tens três minutos para mostrar todo teu desempenho e esforço de meses. É muito gratificante”, relata o competidor.

Enfrentando o preconceito

Elias Almada, 32 anos, formou-se em Educação Física no ano de 2005 na PUCRS e, desde 2012, treina atletas de fisiculturismo. Neste mesmo ano ele também começou a participar de campeonatos do referido esporte e, desde então, coleciona diversos prêmios em nível estadual e nacional.

O fisiculturista afirma que o esporte ainda é visto com maus olhos por muita gente. “Nossa sociedade prega uma imagem do corpo perfeito e o fisiculturismo tem o mesmo objetivo. Nós, atletas, muitas vezes sofremos preconceito e somos julgados pelo volume dos músculos, mas muitos esquecem da nossa luta diária e superação”, desabafa. Segundo Elias, a atividade física em geral deveria ser praticada por todo mundo, pois traz um imenso bem estar e faz muito bem para a saúde. Mas, para ele, este esporte proporciona algo maior que isto: “É uma sensação de prazer indescritível. Seu esforço e empenho de meses é reconhecido e valorizado por muita gente, e isto não tem preço.”

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