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Futebol americano ganha adeptos fora dos Estados Unidos

por Paulo Mendes | paulo.lmi@hotmail.com

No Brasil, quando se fala em esporte o primeiro que vem à cabeça é o futebol; aquele jogado com os pés, com onze jogadores para cada lado e o objetivo de marcar gols. Mas existe um futebol diferente, que é jogado não só com pés mas com as mãos também, e o objetivo é colocar a bola no chão no fundo do campo adversário. Ele é mais conhecido como futebol americano – popular nos Estados Unidos, país da Nacional Football League (NFL) e dos melhores times do mundo que se enfrentam em busca do título da liga, o Super Bowl.

Reprodução/NFL

Liga de futebol americano dos Estados Unidos, a NFL reúne as principais estrelas do esporte na busca pelo título da competição, o Super Bowl

Dos Estados Unidos para o mundo

O futebol americano não está só nos Estados Unidos. O esporte conquistou fãs pelo mundo e o Brasil não ficou de fora. A paixão foi tanta que até times profissionais existem no país. Só em Porto Alegre existem dois que disputam competições estaduais e nacionais: o POA Bulls e o Porto Alegre Pumpkins.

O Pumpinks é o primeiro time do Rio Grande do Sul. Começou no Colégio Farroupilha. Vinicius Bergamann, um dos fundadores, trouxe algumas bolas e equipamentos do Exterior. “A gurizada começou a estudar e praticar o esporte nos intervalos e assim começou a formação da equipe”, conta André Paludo, que faz parte da direção e do núcleo de marketing da equipe. Com a formação do time, os treinos passaram a ser realizados em parques abertos. O número de interessados aumentou e  hoje o Pumpinks conta com 94 atletas treinando semanalmente. Já o POA Bulls foi criado a partir de jogadores que saíram do Pumpkins, o que acirra a rivalidade entre as equipes.

No Brasil, há dois campeonatos nacionais: o Torneio Touchdown e a Liga Brasileira de Futebol Americano. No Rio Grande do Sul há o Gaúcho Bowl, que é o campeonato estadual. Na Liga Brasileira e no Gaúcho Bowl joga o Porto Alegre Pumpkins, enquanto no Torneio Touchdown quem representa o estado é o POA Bulls. “Infelizmente ainda não há nenhum campeonato continental, como a Taça Libertadores do futebol tradicional. Isso traria muito mais visibilidade para o futebol americano aqui no Brasil”, diz Yuri Barreto, jogador do Pumpkins.

Arquivo Pessoal

Porto Alegre tem duas equipes de futebol americano participando dos principais torneios estaduais e nacionais da modalidade

O principal fator que prejudica a total popularização do esporte fora dos Estados Unidos é a complexidade das regras e a ideia de que o jogo é extremamente brutal. As colisões entre os jogadores são parte essencial de um esporte que se assemelha a uma estratégia de guerra, em que a disputa pelo território consiste basicamente em turnos: enquanto um time ataca, o outro defende. “É tão simples e complexo ao mesmo tempo, que não é a toa falar que este esporte deve ser estudado tanto quanto o xadrez, creio que isso tenha me chamado a atenção, além de ser o esporte mais democrático que eu já participei”, afirma Barreto.

No Brasil, cada vez mais os times e clubes estão recebendo ajuda de patrocinadores devido à visibilidade e ao retorno que podem gerar. “Cada um com sua função, nenhum menos ou mais importante que outro, apenas diferentes, dentro de uma arena em que todos são iguais. Guerreiros, jogadores, peças, chame-os como quiser, afinal é isso que torna o esporte interessante: as várias maneiras de vê-lo”, conclui Barreto.

 

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