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Jogador de futebol americano sonha com a popularidade do esporte no Brasil

por Julia Heineck | ju_hroliveira@hotmail.com

Luã Fontoura tem 23 anos e desde os 17 o futebol americano faz parte de sua vida. Por intermédio do irmão, Luã começou a assistir aos jogos do esporte na televisão e o interesse foi imediato, fazendo com que o jovem fosse à procura de como entrar nesse mundo. Com o auxílio da internet, Luã acabou conhecendo a equipe Porto Alegre Pumpkins, um time de futebol americano fundado em 2005 e do qual ele faz parte desde 2008.

Desde o início, a posição de Luã é a de wide receiver, que é uma das mais importantes do futebol americano. Nessa posição o jogador é encarregado de ganhar as jardas no campo através de passes feitos pelo quarterback (atleta da linha central). A principal função do wide receiver no campo é marcar touchdowns, o gol do futebol americano.

Arquivo Pessoal

Luã atua como wide receiver no Porto Alegre Pumpkins

Todos os anos o time de Luã participa de campeonatos em nível estadual e nacional – o Pumpkins já ganhou quatro vezes o Campeonato Estadual em 2008, 2010, 2012 e 2014. “Em 2015 espero conquistar o penta para minha equipe”, ressalta o jogador.

O Pumpkins participa do Campeonato Gaúcho desde 2008, quando os jogadores ainda não tinham os equipamentos completos. Na época a modalidade era no pads (sem equipamento). Hoje em dia tanto o campeonato estadual como o nacional são jogados na modalidade full pads (com equipamento). O Campeonato Brasileiro é disputado desde 2010, ano em que a equipe de Porto Alegre conseguiu ter o time completo com equipamento. “A nossa melhor participação dentro do certame nacional foi em 2012. Atingimos as quartas de final e perdemos apenas para o time que viria a ser campeão, o Cuiabá Arsenal”, conta Luã.

No Brasil, o futebol americano ainda é um esporte amador, em que os próprios jogadores patrocinam os altos custos de viagens e equipamentos – que precisam ser importados, levando a prática do esporte a se tornar mais difícil.

“O futebol sempre será o nosso esporte número um, o primeiro nos nossos corações. Aprendemos com nossos pais a torcer por um clube de futebol, a amar um clube de futebol. Espero um dia que o futebol americano se torne o nosso segundo esporte, assim como o vôlei e o basquete são. Espero que se torne uma força nacional, que num futuro próximo possamos contar com uma liga profissional, com jogadores de contratos assinados, sendo pagos para jogar, com jogos sendo transmitidos na TV brasileira. Assim aqueles que não conhecem o esporte poderão ter um interesse maior pelo futebol americano”, sonha Luã.

Arquivo Pessoal

Futebol americano ficou mais conhecido a partir dos anos 90, quando a televisão passou a transmitir os jogos da NFL

Futebol americano no Brasil

O esporte surgiu no Brasil entre 1994 e 1998, com as transmissões feitas pela Band do Campeonato de Futebol Americano dos Estados Unidos, a NFL. Atualmente os canais ESPN e BANDSPORTS transmitem os jogos da temporada NFL de domingo e segunda-feira. Com isso o esporte começou novamente a firmar a sua popularidade no Brasil. Foram criados diversos times e, consequentemente, diversas entidades que buscam a formação de atletas, organização de campeonatos e a profissionalização do esporte no país. Atualmente, a Associação de Futebol Americano do Brasil conta com 12 entidades filiadas, representando Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Distrito Federal, Mato Grosso, Paraíba e Amazonas.

Como se joga o futebol americano

Vinte e dois jogadores (11 de cada lado) têm como principal objetivo chegar ao território adversário. O jogo é dividido em dois tempos, que subdividem-se em dois quartos com duração de 15 minutos. As equipes trocam de campo no fim do primeiro e do terceiro quarto. Caso o jogo termine empatado, é disputada uma prorrogação. Quem pontuar primeiro ganha. O campo de jogo tem ao todo 120 jardas (aproximadamente 109 metros).

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