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Legado da Copa de 2014 vai além dos estádios de futebol

por Fernanda Fontoura| nandynha_rocha@hotmail.com

A Copa do Mundo no Brasil trouxe aos jornalistas esportivos a oportunidade de vivenciar um dos eventos mais importantes do mundo. Através desses profissionais, o público teve acesso à cobertura do Mundial nas mais diferentes plataformas. Cerca de 20 mil jornalistas vieram prestigiar o espetáculo. A partir disso, as pessoas passaram a consumir mais o esporte por causa do interesse no evento.

Para o repórter Rafael Peruzzo, que cobriu o evento pelo Correio do Povo, o que mais marcou a Copa de 2014 foi a derrota do Brasil para a Alemanha. “Estar no teu país e perder daquela maneira marcou a vida de todos os torcedores brasileiros”, afirma.

Arquivo Pessoal

Para o jornalista, a Copa deixou um legado importante para o trabalho da imprensa esportiva

Ainda no contexto de fatos marcantes da Copa, Rafael acrescenta a lesão do Neymar, que deixou os torcedores assustados, além da correria dos jornalistas, que foi intensa atrás de informações sobre o jogador.

O repórter acredita que o maior legado para o Brasil são as estruturas deixadas após o evento. Ele afirma que o país modernizou-se em termos de estádios e organização. “Quem trabalhou no Olímpico e Beira-Rio e hoje vai à Arena e ao novo estádio colorado encontra uma situação totalmente diferente do passado”, destaca.

A oportunidade de receber turistas de diversos países de alguma forma também é um legado enriquecedor para os brasileiros. A interação entre pessoas de outras nacionalidades deu ao Mundial uma outra dimensão.

Sobre as dificuldades no jornalismo esportivo hoje, Rafael afirma algumas restrições. “Os clubes acabam restringindo o trabalho do jornalista, não é mais como antigamente, quando podia entrevistar qualquer jogador e não só os mesmos para todo mundo”, afirma o repórter do Correio do Povo, destacando também que a Copa mostrou que a imprensa é fundamental na realização de grandes eventos e por isso as condições de trabalho precisam ser respeitadas e, o jornalista, valorizado.

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