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Levantador gaúcho é uma das apostas de Bernardinho para a renovação da seleção masculina de vôlei

por Luana Meireles | luanameireles20@hotmail.com

O gaúcho Murilo Radke, de 24 anos, é a mais nova estrela a brilhar na seleção brasileira de vôlei. O levantador de 1,98 m de altura nascido em Porto Alegre é uma das apostas do técnico Bernardinho para a renovação da equipe. Murilo começo na base da Sogipa e hoje joga no Transfer Bydgoszcz, na Polônia. Nesta entrevista ele falou sobre o início no vôlei e sobre como o esporte que transformou a sua vida pode transformar a de outros também.

Como o esporte entrou na sua vida?

CBV/Divulgação

Levantador gaúcho teve destaque nas seleções de base e já conquistou títulos importantes com a seleção principal como, por exemplo, os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011

O esporte entrou na minha vida mais por influência dos meus pais. Meu pai e minha mãe eram jogadores, então eles passaram desde berço para mim, mas demorei um pouco para entrar na escolinha. Meus amigos também começaram a fazer, foi assim que levei mais a sério ainda. Quando comecei a praticar, vi o quanto eu gostava. Sendo assim, a principal influência foi dentro de casa mesmo.

Quais as pessoas que mais te influenciaram?

Meu pai, Marcos Toloni, e minha mãe, Márcia Radke. Ela era jogadora da seleção brasileira de base e ele jogou bastante tempo profissionalmente. Eles foram os principais motivadores.

Qual foi a sua melhor conquista?

Eu tive duas conquistas que me marcaram bastante. Uma foi o Mundial Juvenil na Índia, em 2009, que foi o primeiro título internacional maior que conquistei. Eu era bem mais novo e ficou uma imagem muito boa para mim. E a segunda conquista foi nos Jogos Pan-Americanos, no México, em 2011. Foi uma “mini Olimpíada”. Participaram os melhores jogadores do mundo, de diferentes países, com diversas características.

CBV/Divulgação

Murilo (no centro) e a seleção campeã dos Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara

Houve algum momento que você pensou em desistir de tudo isso?

Já tive momentos que tive dúvidas de continuar ou não. Porque as pessoas que não acompanham o dia a dia de um atleta acham que é fácil, na questão de dinheiro. Mas é completamente diferente, é simplesmente treino, a gente “rala” muito. Treinamos seis horas diárias, três pela parte da manhã e três na parte da tarde, exige todo um sacrifício para ter um resultado, porque você só vai crescer na carreira se ganhar títulos. Se não ganhar nada você não vai agregar valor nenhum e a carreira vai ficar escassa. Cada dia você tem que se dedicar muito, para não ter essa dúvida. Eu tive amigos que pararam muito cedo, justamente por isso, acomodados, ou acharam que já estava bom. Um atleta o tempo inteiro tem que querer mais, pois tem o desgaste, técnicos, clube, títulos e, principalmente, na seleção brasileira, a pressão é muito grande para você conseguir ficar no topo.

Divulgação

Levantador gaúcho atualmente defende o Transfer Bydgoszcz, da Polônia

Que recado de incentivo aos jovens de hoje em dia, você daria? Qual o papel do esporte e a vantagem de tudo isso?

O esporte é uma das bases de tudo, assim como a escola, o esporte também é. Primeiro porque você tira a pessoa de qualquer outra circunstância como drogas, uma vida mais largada ou a acomodação. Teu corpo reage, não se torna um sedentário, está toda hora fazendo alguma coisa, teus músculos estão ativos, evitando as dores lá na frente. Uma pessoa que pratica esportes diariamente evita uma dor no joelho, ombro, algo assim, futuramente. Então acho que o esporte tem tudo, pode tirar pessoas de caminhos ruins e também pode te levar a uma qualidade de vida absurda. Se a pessoa vai seguir uma carreira profissional, ou não, vai depender do gosto dela. É uma carreira mais curta, mas é uma carreira um pouco diferente, você realmente faz por que gosta.

E agora, qual seu maior objetivo?

Um dos objetivos mais difíceis da minha carreira foi conseguir chegar à seleção. Eu consegui, mas acho que o mais difícil é manter… geralmente quando tu conquistas alguma coisa, o difícil mesmo é sustentar, ou seja, continuar nela, o tempo inteiro. Então eu estou muito focado para conseguir jogar uma Olimpíada. Os caminhos que estou fazendo, creio que vão me levar a esta oportunidade. Não sei se na próxima, em 2016, ou na seguinte, em 2020, mas a chance está batendo na minha porta e eu não posso desperdiça-lá. Eu tenho que manter o meu foco 100%, cada dia de trabalho, cada dia de treino, tem que ser fundamental para minha carreira. Então o meu foco é participar de uma Olimpíada, não sei como, mas vou dar um jeito.

1 Comment on Levantador gaúcho é uma das apostas de Bernardinho para a renovação da seleção masculina de vôlei

  1. Sem sombra de dúvidas é candidatíssimo à vaga para 2016 .
    Se William tem, apenas, 1,85 M, é muito melhor um meio de rede levantador de 1,98 M .

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