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Marta, a artilheira que conquistou o mundo

por Jéssica Laguna | jessica-laguna@hotmail.com | edição de Ulisses Miranda | ulisses_mr17@hotmail.com

Camisa 10 da seleção brasileira, Marta passou por muitas dificuldades até vencer no futebol (Foto: Divulgação)

Natural de Dois Riachos (Alagoas), Marta Vieira era a única mulher que jogava futebol na cidade. Ela sofreu muito preconceito e discriminação ao longo da luta pelo sonho de ser uma grande jogadora. A mãe de Marta, dona Tereza da Silva, se separou com seis filhos pequenos. Para criar a família passou por muitas necessidades e dificuldades financeiras.

Quando Marta ainda era criança, uma enchente invadiu a cidade de Dois Riachos e interditou a casa onde ela morava com a família. Eles perderam tudo e recomeçaram do zero. Mesmo tendo passado, por tantas batalhas na vida, a garra e a persistência de Marta a diferenciaram das outras meninas. Desde criança ela sempre praticou esporte. O seu favorito sempre foi o futebol.

Seu primeiro treinador, Tota, foi quem descobriu seu talento. A coragem e a valentia dessa dupla traçaram uma longa carreira de sucesso para Marta. Atualmente, Tota continua na mesma cidade de Dois Riachos, trabalhando com crianças e descobrindo talentos.

Marta começou a jogar futebol no Centro Esportivo Alagoano (CSA), em 1999. Em 2000, aos 14 anos, descobriu que, no Rio de Janeiro, o Vasco da Gama procurava talentos no futebol feminino. Ela viajou para lá, passou no teste e atuou como profissional do Vasco até 2002. De lá foi para o Santa Cruz Futebol Clube de Minas Gerais.

MARTA NOS JOGOS OLÍMPICOS 

Divulgação

De 2006 a 2010, Marta foi eleita cinco vezes consecutivas a melhor jogadora do mundo (Foto: Divulgação)

Quando o assunto é Olimpíadas, a primeira imagem que vem à cabeça é a de uma medalha, mais especificamente a de ouro. O ouro, para o atleta, é consagração, superação, resultado e fruto de muito sacrifício e suor. Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016, Marta bem que tentou levar a seleção para o pódio. Na disputa pelo bronze, o Brasil se empenhou até o último minuto, mas perdeu para o Canadá por 2 a 1.

A seleção terminou em quarto lugar, sem medalhas. Mas a história de Marta, mesmo sem o ouro olímpico, é grandiosa demais. A atleta tem mais de 100 gols marcados pela seleção, 15 só em Copas do Mundo. Foi 11 vezes indicada à Bola de Ouro da FIFA; ganhou cinco.

Marta merece o ouro pelo o que o mundo viu, mas merece muito mais pelo sofrimento e luta que o mundo não viu. Embaixadora da Boa Vontade pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento, Marta foi homenageada até com memorial. O Memorial Rainha Marta, reaberto ao público em junho de 2016 após controvérsias relacionadas aos investimentos feitos para a Copa do Mundo de 2014, fica no Estádio Rei Pelé, em Maceió.

Memorial Rainha Marta foi construído dentro do Estádio Rei Pelé (Foto: Denison Roma / GloboEsporte.com)

Memorial Rainha Marta foi construído dentro do Estádio Rei Pelé (Foto: Denison Roma/GloboEsporte.com)

FONTES CONSULTADAS:

ROMA, Denison. Em Alagoas, Marta inaugura memorial com o seu nome no Estádio Rei Pelé. Disponível em: http://globoesporte.globo.com/al/noticia/2014/12/em-alagoas-marta-inaugura-memorial-com-o-seu-nome-no-estadio-rei-pele.html  Acesso em: 08 Out. de 2016.

JORNAL NACIONAL. A História de Marta a Rainha do Futebol Feminino. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BnKRMH1CqXw. Acesso: 08 Out. de 2016.

G1.GLOBO. Marta: a menina que driblou o preconceito e cresceu no futebol. Disponível em: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/08/marta-menina-que-driblou-o-preconceito-e-cresceu-no-futebol.html. Acesso: 08 Out. de 2016.

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