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Maurício Saraiva visita alunos de Jornalismo Esportivo na UniRitter

por Fernanda La Cruz | nanda_lacruz@hotmail.com

Um encontro entre o apresentador e comentarista Maurício Saraiva e os estudantes do terceiro e quarto semestres do curso de Jornalismo da UniRitter colocou em pauta as possibilidades e trouxe um histórico do jornalismo vinculado ao esporte em Porto Alegre. No dia 14 de maio de 2015, os alunos puderam aprender com a experiência e a trajetória de um dos maiores jornalistas do segmento esportivo no Rio Grande do Sul.

O apresentador iniciou, de forma descontraída, a conversa com os estudantes que, atentamente, ouviam todas as explicações. No encontro, puderam entender como funciona a entrada no mercado de trabalho, além das possibilidades que o jornalismo esportivo oferece. Durante o bate-papo, Maurício entregou algumas dicas. “Para crescer como profissional deve-se manter bons relacionamentos, desde o porteiro até o chefe de reportagem. Essas relações formam círculos de contatos que, certamente, serão úteis no futuro”, revelou.

Leandro Osório/UniRitter Esporte

Depois do bate-papo, selfie com o convidado Maurício Saraiva

Quanto à ética, o jornalista declarou que é necessário manter uma postura íntegra. “Nunca me envolvi em trocas de favores. Isso pode exigir que você seja, em algum momento, parcial”, afirmou. Para Maurício, a neutralidade é fundamental quando se deseja manter um trabalho limpo e livre de amarras. Por isso, o jornalista não torce por nenhum time de futebol. Desta forma, consegue ser isento quanto à análise do desempenho dos times. “O que eu avalio é uma partida bem jogada. Seria hipocrisia querer que um time perca para outro ganhar. Isso só diminuiria a qualidade do futebol – e nunca foi esse o propósito”, argumentou.

Além de relatos, experiências e opinião, a manhã na aula de Jornalismo Esportivo também teve espaço para que os alunos fizessem perguntas. Maurício respondeu, atenciosamente, todas as dúvidas dos futuros jornalistas. Questionado sobre a rotina de trabalho, Maurício Saraiva fez uma última ressalva. “O amor pelo jornalismo deve ser maior que todos os problemas que enfrentamos no dia a dia. Sempre que vocês estiverem com alguma dificuldade, procurem lembrar-se do início, do que trouxe vocês até aqui. Não esqueçam nunca o que os fez amar a profissão”, confidenciou.

O DIA EM QUE CONHECI MAURÍCIO SARAIVA

por Wesley Dias|dias.jornalismo@gmail.com

No dia 14 de maio tive a honra e a felicidade de conhecer o comentarista Maurício Saraiva. Realmente nunca pensei que fosse conhecê-lo através de uma aula. Mas eis que assim foi. Quem me conhece sabe da admiração que tenho por ele. Um dos primeiros programas esportivos que acompanhei (se não o primeiro) foi com Maurício apresentando. Tal programa era o TV Com Esportes. Comecei a assisti-lo em meados de 2003, quando eu ainda tinha uns 7 anos.

Nessa visita pude aprender muito com o conhecimento adquirido por ele em mais de 20 anos de profissão. Maurício respondia aos questionamentos de todos de maneira concisa, clara e com sua característica simpatia. Conseguia fazer um balanço de bom humor com seriedade quando necessário. Tive a oportunidade de fazer uma pergunta. Mas, antes de fazer tal questionamento, pensei bem, pois era uma oportunidade única e não queria fazer “feio” em frente ao profissional do qual sou fã formulando uma pergunta confusa. Por fim, pergunta feita e respondida. E eu mais contente ainda por este simples ato.

Arquivo Pessoal/Wesley Dias

Depois do bate-papo, o registro de um momento especial: o dia em que conheci Maurício Saraiva

Ter a oportunidade de ver de maneira tão próxima uma pessoa que você está habituado a ver na televisão foi algo muito bacana. Foi muito legal saber como foi o início dele, as dificuldades que ele passou para chegar onde está agora. E através disto vi que “até” Maurício Saraiva teve seus percalços na carreira. Ele começou em uma função que não era o seu forte, porém, apesar disso, não se deixou abalar. Seguia firme, se esforçando e mostrando seu trabalho.

Pude tirar diversas lições desse período em que ele esteve com a gente na disciplina de Jornalismo Esportivo. A primeira é que dificilmente começaremos onde queremos, mas não podemos nos deixar abalar por isso. Devemos saber driblar esse obstáculo, fazendo o melhor trabalho possível e tendo boa comunicação com todos, pois uma dessas pessoas pode lembrar da gente quando vier alguma oportunidade na área em que sonhamos.

Como segunda lição, fiquei com o conselho dado para quando nós, futuros jornalistas, encontrarmos alguma dificuldade que nos desmotive na profissão. “Sempre que vocês estiverem com alguma dificuldade, procurem lembrar-se do início, do que trouxe vocês até aqui. Não esqueçam nunca o que os fez amar a profissão”, disse o Maurício. Certamente levarei sempre esta frase comigo, pois ela me fará repensar quando uma matéria não estiver bem escrita e isto possa gerar alguma crítica ou, quando na execução de alguma reportagem, algo não der certo. Para superar qualquer tipo de adversidade, basta lembrar do que nos trouxe até o jornalismo.

Para muitos, esses elogios e a admiração que demonstrei por Maurício Saraiva podem até ser uma profunda demagogia. Mas não. Realmente o bate-papo com ele me marcou nos mais diversos aspectos. E com certeza lembrarei do quanto isso foi positivo para mim, independentemente de quanto tempo passe.

 

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