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O cachorro da sorte do São Paulo de Rio Grande

por Fernanda Chaves | ferchaaves@gmail.com

Eduardo Mandai, 21 anos, camisa 11 do São Paulo de Rio Grande, conseguiu um feito que classificou o time diante do Farroupilha para as semifinais da Copa Sul-Fronteira no dia 25 de outubro. Dudu marcou o gol da vitória por 3 a 2. Porém não foi só o gol da virada que chamou atenção do público presente no estádio Aldo Dapuzzo, em Rio Grande. Minutos antes do gol o atacante foi mordido por um cão que havia invadido o campo.

Segundo Dudu, o fato inusitado trouxe sorte para o time. “Perdíamos a partida por 2 a 1 quando o cachorro entrou no gramado! A minha iniciativa na hora foi tirá-lo o mais rápido possível pra dar continuidade ao jogo, mas no caminho ele mordeu a minha mão e eu respondi com um tapa de leve para me defender. Após isso, em menos de 10 minutos empatamos, e logo depois fiz o gol da vitória e da classificação.” , lembra o jogador.

Reprodução/RBS TV

Reprodução da imagem captada pela câmera da RBS TV mostra Dudu retirando o cachorro de dentro do gramado

Após a partida o fato teve uma grande repercussão e deu a Dudu a oportunidade de conceder entrevistas para vários meios de comunicação nacionais e internacionais. O atacante foi entrevistado pela ESPN Brasil e foi desafiado a encontrar o “cachorro da sorte”. “A repercussão tomou dimensões extraordinárias, está rodando o mundo inteiro. Não esperava que fosse repercutir tanto assim, mas todos os acontecimentos do jogo, juntos, fizeram com que se tornasse uma grande história. Tive reconhecimento pela cidade, amigos e pessoas que eu não conhecia, mas que mandaram mensagens pelas redes sociais”, observa Dudu.

Questionado sobre o que espera após esta repercussão, o atacante refere-se à dificuldade dos times do interior que não possuem patrocínio. “Acho que se o interior tivesse um apoio maior como os times grandes da capital já nos ajudaria bastante. Acredito que uma ajuda nesse sentido faria com que os clubes fossem mais vistos e reconhecidos. Eu espero que a repercussão continue, porque tudo isso é muito bom para mim profissionalmente, desejo que os olhos sejam voltados para os clubes do interior porque temos muitos profissionais de qualidade espalhados por aí” , afirma Dudu.

Já o cachorro da sorte, como se refere Eduardo, ainda não foi localizado. O atacante afirma ter interesse em adotá-lo e até saiu pelas ruas de Rio Grande para procurar o animal. Por enquanto, sem sucesso.

 

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