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“Patinação é profissão”, diz o melhor patinador brasileiro de todos os tempos

por Mariana Catalane e Renan Castro | mari.frantzeski@hotmail.com e reen-charles@hotmail.com

Quando começou com a patinação, aos seis anos de idade, Marcel Ruschel Stürmer já projetava um futuro de sucesso. “Aos seis anos, já falava para a minha treinadora, em Lajeado, que seria o melhor do mundo”, revela o patinador.

O sonho se realizou. Hoje, aos 29 anos, ele é considerado o melhor patinador brasileiro de todos os tempos, ao ponto de colecionar diversas medalhas e títulos importantes. Marcel conquistou três vezes a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos e, em 2013, no Mundial de Cali, tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha de ouro de patinação artística.

Talento precoce

As características de seus pais atletas facilitaram o contato e a prática de diversos esportes na infância. A vocação o levou a patinar naturalmente sobre rodinhas e, com o tempo, também o levou a uma posição de destaque. O sucesso veio cedo. Aos 11 anos Marcel tornou-se campeão sul-americano e teve que se acostumar com a vida de ídolo. Os moradores de sua cidade natal, a pequena Lajeado, com cerca de 170 mil habitantes, estavam impressionados com a dedicação do jovem patinador. O que chamou atenção, inclusive, de técnicos estrangeiros. Com 16 anos, Marcel foi convidado por uma treinadora americana para morar na cidade de San Antonio, no Texas (EUA).

Arquivo pessoal/Marcel Stürmer

Em 2013, em Cali, Marcel se tornou o primeiro brasileiro a conquistar um título mundial na patinação artística

Corpo e mente em sintonia

A vida de um patinador profissional é árdua. A rotina envolve ensaios, academia e alimentação controlada. No entanto, segundo Marcel, a periodicidade de seus treinos depende de vários fatores, entre eles se há alguma competição por perto. “Normalmente me divido entre treino técnico e físico, cinco horas por dia”, destaca.

Justamente por ter transformado a patinação em profissão, Marcel descarta a ideia de patinar por lazer. “Apesar de eu gostar muito do que faço, essa é minha profissão e eu treino muito durante a semana. Então patinar por lazer no final de semana está fora dos meus planos”, revela o tricampeão pan-americano.

É claro que, para um patinador profissional, não se trata apenas da parte física para ter um bom desempenho em competições. O corpo deve estar alinhado a uma mente concentrada para que o atleta alcance seus objetivos. “Para manter o foco é preciso se concentrar em algo como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo. É assim no esporte. Você tem que querer, querer muito; quase que obsessivamente”, diz.

O amanhã é incerto

Após conquistar o mundo, o patinador continua em um treinamento intenso para o que estar por vir: os Jogos Pan-Americanos de 2015, em Toronto, no Canadá. “Farei uma apresentação inédita e bem diferente”, antecipa, se referindo ao evento que acontece entre 10 e 26 de julho.

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