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Portuguesa amarga o pior momento em 94 anos de história

por Felipe Moraes | flpdsmoraes@gmail.com

Em 2013, a Portuguesa jogava a Série A. Em 2014 disputou a Série B. Em 2015, estará na Série C, a terceira divisão do futebol brasileiro. Foram duas quedas em onze meses. Restavam ainda cinco rodadas para o fim do campeonato quando o rebaixamento foi confirmado. Considerado a quinta maior força do futebol paulista no passado, o clube hoje vive outra realidade. A Portuguesa tem apenas quatro vitórias conquistadas em 35 jogos disputados na Série B.

Torcedor da Lusa, Felipe Higino, 21 anos, estudante de Jornalismo, relata a tristeza de ver o seu time do coração na adversidade em que se encontra. “A notícia é trágica. Por mais que já estivéssemos esperando devido à fase do time. Nenhum torcedor quer ver seu clube na terceira divisão”, lamenta Higino. O sentimento pela Portuguesa ele herdou do pai, que o levava para assistir aos jogos. “Foi algo natural, não existiu pressão ou escolha. Quando vi, já era tarde, era torcedor”, ressalta Higino.

No plantel já começaram as mudanças. O gerente de futebol Carlos Puppo e o diretor Fernando Gomes foram desligados de suas funções. A situação é tão crítica que o clube apelou para o torcedor: vai disponibilizar o volante uruguaio Bruno Piñatares no Panela FC, um site em que é possível adquirir cotas dos direitos econômicos de atletas. Comprando esses direitos, o torcedor ajuda o clube a manter os seus jogadores por mais tempo. É assim que a Portuguesa busca superar o momento mais difícil em seus 94 anos de história.

“Uma reforma política é necessária. As famílias que comandam o clube há anos precisam deixar o poder. O clube precisa profissionalizar o departamento de futebol e marketing, só com pessoas capacitadas nesses dois setores é possível alguma ponta de esperança”, afirma Higino.

A Lusa, como é conhecida carinhosamente pela sua torcida, conta neste momento com o apoio das arquibancadas. Prestes a completar 100 anos de história, a Lusa já contou com grandes craques do futebol no país. Dener, Leivinha, Djalma Santos, Julinho Botelho, Roberto Dinamite são alguns nomes de destaque que fazem parte da trajetória da Portuguesa.

“Não existem motivos para abandonar o clube agora, quem faz isso não é torcedor tampouco gosta do clube”, afirma o estudante. Sem prestígio e tendo um futuro incerto pela frente, a Portuguesa tem um curto prazo para investir nos seus futuros torcedores. “Não vou obrigar meus filhos a gostarem da Portuguesa, se acontecer, ótimo,” conta Higino, que esperar ter ainda boas histórias para contar as gerações futuras.

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