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Rodrigo Oliveira, da Rádio Gaúcha, conversa com estudantes na UniRitter

por Luiza Guerim | luizaguerim@gmail.com

Repórter esportivo da Rádio Gaúcha, o jornalista Rodrigo Oliveira esteve na Uniritter para conversar com estudantes do curso de Jornalismo. Em um bate-papo com os alunos da disciplina de Jornalismo Esportivo, Rodrigo falou sobre a transformação do rádio ao longo dos anos e a influência das redes sociais no trabalho do jornalista.

Arquivo pessoal/Rodrigo Oliveira

Rodrigo Oliveira no microfone da Rádio Gaúcha, emissora na qual trabalha desde abril de 2013

Formado em 2012 pela UFRGS, Rodrigo trabalhou seis anos na Rádio Guaíba antes de se transferir para a Rádio Gaúcha. Hoje, o repórter acompanha as equipes de Grêmio e Internacional, além de apresentar o programa Planeta Bola. Segundo ele, sua principal função durante os jogos é mostrar outro ângulo da partida, como se fosse “o replay da televisão”.

Em quase duas horas de conversa, Rodrigo contou sua história dentro da profissão, falou sobre a rotina de trabalho no jornalismo esportivo e a pasteurização do conteúdo nas entrevistas coletivas.

No entanto, o principal assunto abordado foi a constante transformação do rádio e do papel do jornalista na sociedade. Se nos anos 80 e 90 dizia-se que não existia nada mais velho do que o jornal de ontem, atualmente as coisas são bem diferentes. “Nada mais velho que o tuíte de um minuto atrás”, disse Rodrigo sobre esse novo cenário do jornalismo. “O rádio tem que se reinventar e saber usar a instantaneidade das redes sociais ao seu favor”, complementou o jornalista.

Arquivo pessoal/Rodrigo Oliveira

Rodrigo trabalhou na Rádio Guaíba de 2007 a 2013. Nesse período, entrevistou personalidades como Pelé e participou de coberturas marcantes como a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010

Durante a conversa, o repórter destacou a nova realidade do processo de comunicação, em que o público não depende mais do jornalista para conseguir informação. Graças às redes sociais, as pessoas têm o mesmo acesso à informação do que o repórter. Para Rodrigo, o diferencial do radiojornalismo em relação ao Twitter, por exemplo, está no “esforço e criatividade” dos repórteres. “O dinamismo é a maneira de deixar o assunto factual interessante”, ressaltou o repórter.

Para o jornalista da Rádio Gaúcha, essa criatividade e qualificação vem a partir da prática de duas “tarefas” essenciais para qualquer jornalista: ler e ouvir rádio. “Ouvindo os diferentes estilos de se fazer jornalismo, a gente tem mais subsídios para ter mais imaginação e construir o nosso próprio estilo”, disse Rodrigo, e completou: “Qualquer leitura já é suficiente”.

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